Amvali realiza análise para priorização de conclusão das obras na BR-280

Publicado em 18/12/2020 às 10:27 - Atualizado em 18/12/2020 às 15:56

A Amvali participou nessa segunda-feira (14) do encontro com parlamentares da bancada federal catarinense na Câmara de Deputados e Senado, com o objetivo de discutir formas de encaminhamento para a aceleração das obras de duplicação da BR-280 na região.

 

O encontro virtual realizado pela Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs) reuniu lideranças de Federações e de Associações Empresariais. A principal proposta defendida pela Acijs é no sentido de encaminhar ao governo federal um pleito para que o projeto de duplicação priorize trechos onde os serviços estejam adiantados, contando com recursos de emendas parlamentares, e com isso sejam resolvidos pontos de gargalos mais preocupantes na rodovia.

 

O pleito que será encaminhado, contém informações de um estudo realizado pela equipe técnica da Amvali, que justificam o motivo da priorização do trecho que compreende o lote 2.1, localizado na sua extensão entre o entroncamento com a Rodovia do Arroz em Guaramirim e a interseção com a BR-101, em Araquari.

 

 Fonte: JDV

 

A Amvali destaca que a previsão de término da duplicação no trecho urbano (entre Jaraguá do Sul e Guaramirim), conforme o cronograma-físico financeiro do estado é de aproximadamente 6 meses, o que intensifica ainda mais a importância da continuidade da obra até a BR-101, interligando os dois trechos duplicados.

 

O presidente da Acijs e do Centro Empresarial, Luís Hufenüssler Leigue, através da análise entregue pela Amvali, avaliou que a priorização do referido trecho, também exposta na reunião, é um passo importante para direcionar esforços na conclusão das obras.

 

“Estamos propondo uma priorização de serviços neste trecho, considerando que ele demanda investimentos menores e com isso seja possível acelerar a obra na região”, assinala Leigue. O empresário pondera que o pleito não desconsidera a importância de um planejamento sistêmico da obra em toda a sua extensão, de cerca de 74 quilômetros entre o acesso ao porto de São Francisco e a proximidade com o município de Corupá, integrado a um plano geral de mobilidade e logística para Santa Catarina.

 

Mas, também entende que ao priorizar um trecho onde os trabalhos estão mais adiantados, a região pode ter uma expectativa mais otimista de prazos e com isso melhorar o fluxo em direção a outras regiões.

 

De acordo com a avaliação da Amvali, o lote 2.1 já está com 50% das obras concluídas, sendo possível realizar o término da obra dentro de 18 meses, com desembolso de aproximadamente 80 milhões de reais. Como já mencionado, a execução do lote 2.1 viabilizará a continuidade do trecho duplicado até a BR-101, não dependendo das demais obras. Já os lotes 1 e 2.2 além de uma complexidade executiva maior, superam um desembolso de 700 milhões e só terão funcionalidade com a execução de todos os trechos.

 

Pelos cálculos, obra deve demandar mais R$ 1 bilhão de investimentos

Durante o encontro foi exposto que a obra na sua totalidade ainda deve demandar investimentos em torno de R$ 1 bilhão. Para agilizar a duplicação, seriam necessários cerca de R$ 300 milhões por ano, com recursos do orçamento acrescidos de parte das verbas das emendas impositivas que somam R$ 240 milhões. Segundo o senador Jorginho Mello o fórum parlamentar pretende destinar R$ 40 milhões para a rodovia e o mesmo montante para a BR-470, além de valores menores que seriam dedicados a outras rodovias no Estado.

 

Jorginho Mello e o senador Esperidião Amin, além dos deputados Carlos Chiodini, Fábio Schiochet e Rodrigo Coelho, se mostraram favoráveis à iniciativa no sentido de dar celeridade à obra, mas sugeriram que o assunto seja pauta de reunião liderada pelo fórum junto ao Ministério da Infraestrutura e à Presidência da República.

 

“Vamos construir esse plano de priorização de maneira articulada com as entidades organizadas e dar encaminhamento à proposta, esperando sensibilizar o governo federal para que tenhamos um novo formato de investimentos neste projeto tão importante para a região. É um pleito justo, considerando que a região contribui muito para a geração de riquezas e na arrecadação federal, mas não tem recebido a contrapartida na mesma proporção”, encerra Luís Leigue.

 

Com informações: Jornal Vale do Itapocu